{ … }

Desvarios, Davaneios, Insanidades e outros temperos a gosto…

Meg 28 Maio, 2009

Arquivado em: Sem Categoria — Flora @ 8:10 pm

Me lembro quando ela entrou na minha vida. Lembro que nos olhamos e eu não podia ver outra coisa que não fosse ela. Aquele dia gastei R$ 250,00 com coisinhas, além do banho e do veterinário.

Ela não foi comprada, ela simplesmente entrou em minha vida. Entrou em minha casa.

No início era estranho porque eu sentia muita saudade da Samantha, imaginava que ela poderia se sentir mal se soubesse disso. Eu me sentia mal sabendo disso.

Com o tempo ela virou minha doce companheira, dormíamos juntas, fazíamos farra juntas. Ela era pateta como eu. E com ela eu podia dar asas às minhas patetices.

Gosto das parodias que fazia para ela no estilo samba – rock  “Gordinha, uhuu… a Meg é uma gordinha bonitinha…” ou dos clássicos infantis ” Lá vem a Meg. Meg aqui, Meg acolá! La vem a Meg para ver o que é que há.” Gostava de como ela pulava na minha barriga, me fazendo sentir 4x mais dor do que eu já sentia e jogava sua madalena em cima de mim.

Mas muito mais do Amor, o que eu sinto pela Meg é respeito e gratidão.

A Meg salvou minha avó de uma depressão, tenho minha avó hoje porque a Meg resolveu adentrar meu portão sem pedir licença e se apoderar do meu sofá. Sou grata por cada vez que ela pulou no colo do meu pai, fazendo ele rir e dizer Oi filha, você veio brincar com o papai, meu amor?”. Sou grata por ela ter me dado lambidas para secar as lágrimas que caíram nos últimos meses.

Respeito toda a sua sabedoria canina e sou grata por todas as lições que aprendi com ela.

Meu pai, ao saber que ela sumiu, me disse – obviamente subtraindo 20 anos da minha idade – Filhinha, não fique assim, ela foi cuidar de outra família agora.”

Papai costuma ter razão.

Ontem, eu corri o Ipiranga inteiro atrás dela. Gritava na rua seu nome. Agradeci a Deus por não fazer tanto frio, mas mesmo assim não consegui dormir um minuto sequer.

Coloquei um anúncio no jornal do bairro, avisei todos os pets da região. Acendi uma vela e fiz promessa para ela voltar.

Mas no fundo meu pai deve estar certo mesmo, ela foi embora do mesmo jeito que veio: Do nada.

Talvez seja egoísmo, mas eu queria mesmo era tê-la aqui no colo enquanto escrevo.

A casa é sua, minha Gordinha… A saudade também.

Aos nossos dias bacanas no Museu.

Aos nossos dias bacanas no Museu.